Pablo Vicente*
12 mestrandas e mestrandos iniciam o Mestrado Comunicação em 2026
Dando seguimento à semana de recepção ao novos discentes do Programa de Pós graduação em Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGCOM/UFMT), aconteceu, na última quinta-feira (12), na Sala 1 da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), uma roda de conversa entre o corpo docente e os novos mestrandos do PPGCOM.
O encontro serviu para o coordenador do Programa, Thiago Cury Luiz, apresentar o curso em linhas gerais, além de docentes e dos próprios estudantes se apresentarem, relatando suas experiências profissionais e acadêmicas.
Para Karine Arruda Duarte, que concluiu o curso de Jornalismo na UFMT em 2025, seguir na universidade após a graduação foi um movimento bastante natural. Segundo ela, continuar os estudos foi uma forma de aproveitar “o gás”, imaginando que se afastar da universidade poderia dificultar o processo de voltar a pesquisar.
Dando prosseguimento à pesquisa que iniciou ainda na graduação, a jornalista e assistente social projeta investigar a cobertura jornalística sobre a Chacina de Sorriso, crime que resultou em 225 anos de reclusão do réu Gilberto Rodrigues dos Anjos. A mestranda será orientada pelo Prof. Dr. Thiago Cury Luiz, que também a orientou no TCC.
Andressa Vaz, natural de Rondônia, é graduada em Publicidade e Propaganda pela UFMT e será orientanda da Profª. Drª. Sabrina Tenório, que atua na Linha 2 – Estéticas e Narrativas. A publicitária comenta que, após concluir a graduação, alinhou sua formação ao audiovisual, que é uma de suas áreas de interesse. “Só que esse audiovisual é mais voltado para a Publicidade e para as redes sociais. É muito mobile: edição, captação, cobertura em tempo real. São coisas mais social media mesmo. O audiovisual e o cinema vêm de uma paixão, de um interesse pessoal que eu já tinha”.
Entre os discentes, compareceram à sessão quem terá vinculo especial, ou seja, que cursará disciplina avulsa, como forma de conhecer a dinâmica da pós-graduação.

Carlos Augusto Baggetti comenta que a ideia é, após o período enquanto discente especial, tentar o ingresso no Programa, em 2027, para pesquisar a cultura “antiwoke”, movimento que se caracteriza por ser uma reação direta ao que se convencionou chamar de “cultura woke”, conhecida por adotar posição favorável a questões ligadas à raça, gênero e sexualidade. “Recentemente a gente viu que ele [movimento woke] perdeu a força muito rápido. A pauta foi usada de maneira tão forte e tão de qualquer jeito para ganhar dinheiro, que acabou enfraquecendo”. Inicialmente, Carlos, que se formou em Publicidade e Propaganda no ano de 2007, pretende alinhar os movimentos de desinformação ao fenômeno “antiwoke”.
Além do coordenador do PPGCOM, que mediou o encontro, também estiveram presentes a Profª. Drª. Letícia Xavier de Lemos Capanema e o Prof. Dr. Daniel Melo Ribeiro, que apresentaram suas pesquisas e disciplinas que ministram na graduação e na pós.
Atuante na Linha 2 – Estéticas e Narrativas, a professora Letícia Capanema comenta a importância de se dedicar a um mestrando por vez, afirmando que o processo de pesquisa precisa de atenção e dedicação constante do discente.
“O mais importante é ter um desejo e uma disposição de querer estudar, se dedicar, ter uma motivação em querer pesquisar aquele assunto que a pessoa se propôs. Quem faz o mestrado não sou eu, que sou a orientadora, é o aluno ou a aluna. Então, quem tem que ter o desejo de querer falar daquele assunto, ir atrás, pesquisar, se interessar, ter a curiosidade de ir o mais longe possível naquele estudo é o estudante. Nosso dever é acompanhar e dar suporte”, pondera a pesquisadora.
Capanema argumenta que, embora exista uma diferença entre o estudante de Mestrado, que recém se graduou, e o mestrando que vem do mercado profissional após anos de formado, a experiência de ambos é algo enriquecedor. “São perfis diferentes. Quem vai para o mercado adquire outras lógicas de expressão e escrita devido às novas demandas. Já o aluno que vem da graduação pode ter as normas e a prática da análise critica mais frescas na memória. Mas ambos são interessantes, pois vêm com experiências distintas, que enriquecem o olhar sobre o que se propõem a estudar”, conclui.
Aula magna
A aula inaugural do semestre acontecerá no dia 25 de março, em local ainda a ser definido, e será proferida pela professora doutora Gleidylucy Oliveira da Silva, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O semestre letivo da pós-graduação vai de 9 de março a 17 de julho de 2026. Para mais informações sobre o calendário do PPGCOM, clique aqui. A oferta de disciplinas do nosso Programa em 2026/1 está disponível aqui.
*Estudante de Jornalismo da UFMT e integrantes do projeto de extensão “Empiria: agência de jornalismo e divulgação científica”

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