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Revista ECO-PÓS

Prazo: 10 de junho de 2022

Dossiê/Tema: O Choque dos Acontecimentos: Retórica e Política das Comoções Públicas

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B1 2013-2016 (Qualis provisório A2)

Ementa: Uma nova abordagem científica dos fenômenos sensíveis redefiniu a comoção, em meados do século XIX, como um processo psicofisiológico cujo substrato orgânico era o sistema nervoso. Firmou-se, então, uma diferença conceitual que se integrou ao nosso hábito linguístico: de um lado, as “emoções suaves”, as “emoções propriamente ditas”, que se manifestam apenas por um movimento moderado de pensamentos ou de sentimentos; do outro lado, as “emoções fortes” ou “comoções”, movimentos vigorosos estabelecidos pelo “choque dos acontecimentos” — “a agitação que se produz em nós, quando testemunhamos alguma catástrofe ou algum crime, o abalo que nos domina, quando apreendemos um evento grave que mudará o nosso destino ou o de nosso país”, como sintetizou o filósofo Eugène Maillet, no seu De l’essence des passions: étude psychologique et morale (MAILLET, 1877, p. 119). O esforço enérgico para enfrentar perigos repentinamente revelados nem sempre era bem-sucedido: em presença do fato impactante, o sujeito podia ficar “estupefato” e permanecer “petrificado”, escondendo, sob a aparente rigidez, um “veemente conflito de movimentos internos e pensamentos desordenados” (idem, p. 123). O objetivo deste Dossiê é reunir artigos originais, traduções e entrevistas que abordem as estratégias retóricas, os procedimentos narrativos e os recursos tecnológicos acionados por diferentes artefatos midiáticos com o intuito de fomentar, expandir ou desqualificar comoções públicas, emergentes em variados contextos históricos. Também serão bem-vindas análises da parcialidade ou da seletividade da comoção em episódios de abalo moral ou de luto coletivo (ocasiões em que se presume, geralmente, que toda a nação ou todo o planeta esteja irmanado na mesma dor e na mesma revolta).

Mais informações: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/announcement/view/333

Revista Extraprensa

Prazo: 12 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Migrações, comunicação e debates sobre os deslocamentos humanos no século XXI

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutor(a)s

Qualis: B2 

Ementa: A experiência migratória implica sempre desafios e aprendizados em relação a si e ao outro. Ela envolve não apenas os sujeitos migrantes, mas pode afetar também os grupos sociais que ficaram na origem e aqueles que estão no destino.

Em alguns momentos, deixar as origens é uma decisão baseada em escolha pessoal ou oportunidade de trabalho. Em outros, a migração pode ser suscitada por guerras, tragédias naturais ou perseguições políticas.

Se diferenças culturais entre regiões podem ser obstáculos para quem migra dentro de um mesmo país, para aqueles mudam de nação ou continente agregam-se eventuais diferenças de idioma e de organização política. Todos esses aspectos trazem consequências para a comunicação e a agenda midiática. Embora parte dela valorize as narrativas sobre direitos humanos, em alguns espaços ainda se reproduz estereótipos e preconceitos.

Esta edição da revista Extraprensa pretende refletir sobre as migrações em escala regional e no contexto geopolítico das primeiras décadas deste século, destacando seus desdobramentos na área da comunicação. Essa questão torna-se mais relevante quando, por um lado, conflitos locais e crises internacionais levam cidadãos a abandonarem suas origens, e, por outro, forças de extrema-direita, xenófobas e intolerantes, avançam no mundo todo.

Mais informações: https://www.revistas.usp.br/extraprensa/about/submissions

Revista Paradoxos

Prazo: 13 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Jornalismo, Mediações e Poder: uma perspectiva latino-americana

Titulação: Todas as titulações em coautoria com mestre(a)s

Qualis: B5 2013-2016 (Qualis provisório B4)

Ementa: O acesso democratizado aos conteúdos jornalísticos é uma condição essencial para a cidadania e o exercício dos direitos políticos nas democracias contemporâneas. Consequentemente, o jornalismo é um espaço de mediação que pressiona o Estado, instituições e grupos sociais, mas que também é pressionado por eles. Na América-latina essa relação é tensionada por fatores característicos, que envolvem a propriedade dos meios de comunicação, vícios políticos e desigualdade social. Neste sentido, o dossiê pretende reunir abordagens que enfoquem o jornalismo enquanto mediação e as múltiplas faces de suas relações com o poder.

Possíveis temas, sem a exclusão de outras questões pertinentes, são:

  • A questão da hegemonia aplicada ao jornalismo na América-latina
  • Jornalismo político e especializado como espaço de mediação
  • Jornalismo como tensionamento das Políticas públicas
  • Jornalismo, ativismo e desigualdades sociais
  • Jornalismo, relações políticas, corrupção e dependência econômica

Mais informações: https://seer.ufu.br/index.php/paradoxos/about

Revista Passagens

Prazo: 15 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Dossiê Comunicação, Cidade e Viagens

Titulação: B4 2013-2016 (Qualis provisório B2)

Ementa: Viajar, além de uma aproximação com o estrangeiro e com o desconhecido de culturas distintas, em uma breve apreensão, faz-se fenômeno comunicacional quando conecta corpos e sentidos em experiências afetivas e formas de sociabilidade. As cidades ambientam experiências socioespaciais e a viagem é uma destas, sendo também uma forma de conhecimento relacional, uma mediação com lugares, seus sujeitos e dispositivos.

Para a composição deste número especial, chamamos ao pensamento das dinâmicas que envolvem “Comunicação, cidade e viagens”, não sendo restrita a compreensão de viagem enquanto deslocamento entre nações, mas também como percurso dentro da própria cidade.

Como viajamos nas cidades? Que fronteiras físicas e conceituais atravessamos? Como dispositivos técnicos formatam caminhos urbanos? Que personagens, narrativas e imagens orientam nossa relação com os lugares?

Estas questões estimulam a elaboração deste Dossiê, que busca reunir contribuições, ainda que não de forma exclusiva, sobre os seguintes tópicos:

* Cidades, sociabilidades e experiências de deslocamento;

* Comunicação e narrativas de viagem;

* Meios de transporte e imaginações urbanas;

* Mobilidade e tecnologias de comunicação na cidade;

* Plataformização da cidade e seus repertórios na constituição dos lugares;

* Territórios, imagens e sons na circulação urbana;

* Margem, marginalidades e espaços comunicacionais;

* Cidades imaginadas e repertórios de viajantes;

* Comunicação e espaços biográficos da cidade.

Mais informações: http://periodicos.ufc.br/passagens/announcement/view/359

Cadernos ABPCom

Prazo: 20 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Mídia Cidadã na interface com a Educação

Titulação: sem informações

Ementa: No primeiro semestre deste ano, o Caderno trará o tema sobre produção
de Mídia Cidadã na interface com a Educação e no segundo semestre, a temática abordará a atuação de coletivos de comunicação popular, movimentos sociais e outros grupos alternativos em regiões periféricas na América Latina.

  1. Disposições Gerais:
    Os cadernos terão seis artigos completos e uma entrevista. Na primeira edição as pesquisadoras Mariana Ferreira Lopes e Luzia Mitsue Yamashita Deliberador devem abrir o caderno temático como convidadas, e na segunda edição, Cicilia Krohling Peruzzo e Rozinaldo Antonio Miani são os convidados.Os artigos devem ser enviados para o e-mail da Diretoria Científica:
    ciencia@abpcom.com.br, nos prazos estabelecidos na chamada, e devem ser originais e formatados pelas Normas de estilo da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, especialmente as NBR 6023, NBR 6028 e NBR10520, descritas de forma resumida no item 3 deste edital.No texto de artigo científico estabelece-se para os Cadernos Temáticos a extensão entre 45.000 e 60.000 caracteres com espaço, já para a entrevista entre 25.000 e 40.000 caracteres com espaço.

    A estrutura dos artigos deve conter título, resumo e de três a cinco palavras-chave. Assim como Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Referências Bibliográficas.
    Não há taxas de inscrição ou submissão.

Mais informações: https://abpcom.com.br/chamada-de-trabalhos-cadernos-abpcom/

Cadernos ABPCom

Prazo: 20 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Mídia Cidadã na interface com a Educação

Titulação: sem informações

Ementa: No primeiro semestre deste ano, o Caderno trará o tema sobre produção
de Mídia Cidadã na interface com a Educação e no segundo semestre, a temática abordará a atuação de coletivos de comunicação popular, movimentos sociais e outros grupos alternativos em regiões periféricas na América Latina.

  1. Disposições Gerais:
    Os cadernos terão seis artigos completos e uma entrevista. Na primeira edição as pesquisadoras Mariana Ferreira Lopes e Luzia Mitsue Yamashita Deliberador devem abrir o caderno temático como convidadas, e na segunda edição, Cicilia Krohling Peruzzo e Rozinaldo Antonio Miani são os convidados.Os artigos devem ser enviados para o e-mail da Diretoria Científica:
    ciencia@abpcom.com.br, nos prazos estabelecidos na chamada, e devem ser originais e formatados pelas Normas de estilo da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, especialmente as NBR 6023, NBR 6028 e NBR10520, descritas de forma resumida no item 3 deste edital.No texto de artigo científico estabelece-se para os Cadernos Temáticos a extensão entre 45.000 e 60.000 caracteres com espaço, já para a entrevista entre 25.000 e 40.000 caracteres com espaço.

    A estrutura dos artigos deve conter título, resumo e de três a cinco palavras-chave. Assim como Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Referências Bibliográficas.
    Não há taxas de inscrição ou submissão.

Mais informações: https://abpcom.com.br/chamada-de-trabalhos-cadernos-abpcom/

Revista ALAIC

Prazo: 20 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Comunicação e ficção em plataformas de streaming

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: Sem informações

Ementa: O contexto atual de produção, distribuição e consumo de conteúdos televisivos por meio da internet tensiona dois paradigmas, o modelo clássico (broadcasting) e o modelo emergente (webcasting) e traz grandes desafios para os estudos de televisão em todo o mundo e, notadamente, na América Latina. Pesquisa recente indica que a América Latina já o segundo mercado de streaming que mais cresce no mundo e se configura como um espaço estratégico para as empresas globais de entretenimento (como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, HBO Max) com serviços sob demanda por assinatura. Ao mesmo tempo emergem e se consolidam em nosso continente plataformas de streaming ligadas às indústrias de televisão nacionais como Blim (Televisa, México), Globoplay (Globo, Brasil), América TV GO (Peru), entre outras. A competição acirrada entre players nacionais e internacionais, em um contexto de expansão do consumo de conteúdos sob demanda por meio de plataformas de streaming, produz efeitos que podem ser observados sob diversos aspectos, sociais, econômicos, culturais e, mais precisamente, sob a égide da indústria cultural. Detendo o olhar mais diretamente sobre os conteúdos de ficção, a entrada de empresas globais em espaços anteriormente ocupados por empresas nacionais de televisão provoca transformações que incidem sobre todas as etapas de produção e consumo produzindo tensionamentos entre modelos criativos e comerciais “nacionais” e “internacionais” envolvendo, entre outros aspectos, roteiro, casting, equipes técnicas, direção, concepções estéticas e temáticas abordadas. Considerando esse contexto, os objetivos do dossiê Comunicação e ficção em plataformas de streaming são promover a análise e a reflexão sobre narrativas y estéticas televisivas e as transformações de gêneros e formatos ficcionais no contexto de um novo ecossistema midiático, marcado pela expansão da internet. Para este dossiê, o objetivo é reunir trabalhos que abordem diferentes aspectos relacionados à ficção televisiva como espaço de construção, produção, circulação e consumo de sentidos – ou seja, como espaços de construção/desconstrução de práticas sociais, representações , identidades – sem esquecer os aspectos econômicos neste contexto. Isso significa observar o conteúdo dos produtos de ficção a partir de suas implicações na configuração de imaginários e memórias sociais, como espaço para representar as diversas subjetividades em que não apenas temas e abordagens da agenda social tornam-se visíveis, mas também os embates entre o nacional e o transnacional de um cenário de comunicação globalizada. Eixos temáticos:

  • Ficção televisiva em plataformas de streaming: conteúdos, gêneros e formatos.
  • Ficção televisiva em plataformas de streaming: práticas e processos de produção, circulação e consumo.
  • Algoritmização e plataformas de streaming.
  • Iniciativas nacionais, regionais e locais latino-americanas no contexto globalizado da indústria do streaming.
  • Teorias e metodologias para a cultura do streaming.

Mais informações: http://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/announcement/view/3

Revista Tríade

Prazo: 30 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Fotojornalismo(s)

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B2

Ementa: Quais os usos e funções dados ao fotojornalismo na atualidade? De que maneiras sua práxis tem sido pensada? Para este dossiê, buscamos congregar reflexões que nos possibilitem compor uma espécie de panorama da pesquisa científica sobre o assunto no Brasil. Interessam-nos problematizações inéditas sobre a gestão do fotojornalismo em periódicos impressos ou eletrônicos; sobre suas múltiplas formas de organização e de circulação sincrética. Seção do Jornalismo, gênero da Fotografia, constructo da Arte? Por quais elementos, contornos, nuances se operacionalizam construções de sentido? Por quais percursos e instrumentos as e os agentes das notícias imprimem seus olhares na veiculação técnica do mundo? Mais do que isso, de que forma agenciam sentidos na tradução de referentes via critérios de noticiabilidade? Convidamos colegas pesquisadoras(es) a somar forças para delinear as vias percorridas em diferentes IES, estados e regiões nacionais nos anos mais recentes. A ideia é expandir o debate sobre o tema, de forma a possibilitar que respostas a questionamentos de outrora se transmutem em bases para novas indagações. Fazer, sentir, ler, replicar, examinar a tradução imagética do mundo em – mas não apenas – páginas impressas, publicações on-line, transmissões eletrônicas. Dessa forma, autores dos mais diversificados campos do conhecimento humano são bem-vindos como referências para esta incursão, que tem como pano de fundo o desejo de tensionar pressupostos e de aproximar olhares.

Mais informações: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/triade/index

Revista Reciis

Prazo: 30 de junho de 2022

Dossiê/Tema: Trabalho por plataformas digitais e saúde

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B1 2013-2016 (Qualis provisório A3)

Ementa: A plataformização do trabalho não só prejudica os direitos trabalhistas e os mecanismos de regulação do trabalho, mas também gera graves consequências para a saúde das pessoas que trabalham nessas economias. Em alguns casos, como no trabalho de entregadores, até mortes são relatadas diariamente. Moderadores de conteúdo e trabalhadores de plataformas de microtrabalho apresentam também muitos problemas de saúde mental. Por exemplo, em 2020, o Facebook teve que pagar US$ 52 milhões a seus moderadores que desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático (PTSD). Assim, é urgente analisar saúde e bem-estar nas plataformas digitais, tanto em relação às condições atuais quanto para prefigurar quais os futuros que queremos em relação à saúde no trabalho por plataformas. Este dossiê visa compilar estudos sobre relações entre saúde e trabalho por plataformas digitais, reconhecendo a importância deste debate. Aceitamos artigos em inglês, espanhol e português. Estamos especialmente interessados em propostas que enfatizem estes temas:

  • Saúde de trabalhadores por plataformas em diferentes setores;
  • Segurança e saúde no trabalho por plataformas nas ruas: motoristas, entregadores, shoppers;
  • Trabalhando de casa: trabalho remoto, microtrabalho e trabalho reprodutivo;
  • Trabalho doméstico e setor de beleza;
  • Intersecções de gênero, raça, casta, classe, idade, sexualidade e outras dinâmicas no impacto de condições de saúde dos trabalhadores por plataformas;
  • Perspectivas decoloniais sobre trabalho por plataformas e saúde;
  • Além de perspectivas da “invisibilidade” e do “oculto” para compreensão do trabalho por plataformas e saúde;
  • Doenças crônicas, deficiência e capitalismo de plataforma;
  • Saúde mental, direito à desconexão e trabalho por plataformas;
  • Saúde mental e capitalismo de plataforma;
  • Plataformização dos trabalhadores da saúde e trabalhadores de cuidados médicos;
  • Tecnologias e métricas de vigilância na saúde e monitoramento por plataformas durante a pandemia de covid-19;
  • Biopolítica e capitalismo de plataforma antes e durante a pandemia;
  • Assédios organizacionais, morais e sexuais no trabalho por plataformas digitais;
  • Trabalho decente em plataformas digitais e o papel da saúde;
  • Saúde de trabalhadores por plataformas e políticas públicas.

Ao submeter o trabalho, por favor, use a categoria Dossiê “Trabalho por plataformas digitais e saúde”.

Mais informações: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/announcement

Revista Culturas Midiáticas

Prazo: 30 de junho de 2022 

Dossiê/Tema: Desinformação

Titulação: todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B2 2013-2016 (Qualis provisório B4)

Ementa: Os novos circuitos de consumo de notícias e trocas informativas que têm se estabelecido e consolidado pelo amplo uso de plataformas digitais e aplicativos de mensageria privada têm se mostrado um desafio sem precedentes para quem trabalha e pesquisa a comunicação. Reconhecidos seus potenciais para ampliação de vozes silenciadas e aumento da diversidade de representações de posições na discussão pública, a disseminação de informações por fora dos meios de comunicação tradicionais também trouxe como efeitos a ampliação da crise de credibilidade desses media e dos atores institucionais, que são recorrentemente contraditos, questionados e desconsiderados, gerando um cenário de incerteza perene em relação à veracidade dos fatos e dos conteúdos compartilhados a todo instante. Circulam posições distintas, contraditórias, falaciosas e pautadas em apelos emocionais e julgamentos individuais a respeito de qualquer temática, em estruturas linguísticas que forçam a semelhança com os repertórios e a autoridade de especialistas e cientistas, tornando o debate público ainda mais hostil, fragmentado e caótico. Testemunhos e vivências pessoais se sobressaem em relação a fatos e evidências na tomada de decisões, que tomam o senso comum, o amadorismo ou o achismo como fiel da balança sobre a evidência científica e os acontecimentos públicos, por exemplo, ancorando-se na compreensão da liberdade de expressão como direito absoluto para se resguardar de questionamentos e responsabilização. A ascensão ao poder de líderes populistas e de movimentos da direita radical e, mais recentemente, os movimentos negacionistas e antivacina ao redor do mundo, evidenciam os riscos do crescimento deste cenário de desordem informacional que se instaura no cotidiano.

O dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem artigos inéditos que abordem os seguintes temas:

• Os usos das infraestruturas e das affordances das plataformas digitais em campanhas de desinformação
• Desinformação, fake news e crise de credibilidade das instituições democráticas
• Desinformação e estratégias discursivas
• Jornalismo, fact-checking e experiências de ações corretivas
• Estratégias para a comunicação pública em tempos de desinformação
• Políticas de comunicação e plataformas digitais: modelos de regulação
• Uso da desinformação para polarização política e para circulação de teorias da conspiração
• Letramento midiático e competência informacional para o combate à desinformação

Mais informações: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/cm/announcement/view/735

Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate (RDSD)

Prazo: 1 de julho de 2022 

Dossiê/Tema: Poder, Mídia e Democracia: usos e abusos

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B4 2013-2016 (Qualis provisório B3)

Ementa: Em diversos momentos da história de nosso país e da América Latina a mídia, compreendida como espaço que reúne todos os meios de comunicação – jornal, rádio, televisão, revista, internet – foi um importante instrumento utilizado para legitimar e/ou desestruturar posições nos campos da economia, da política e da cultura, tornando-se um importante espaço de disputa de poder. Diante da complexidade que envolve essa instituição, podem-se identificar pesquisas sobre diferentes espaços e temporalidades, com temáticas como os populismos e as manifestações após 2013 no Brasil, quando um enorme volume de desinformação passou a circular sem mediação, em plataformas digitais disponíveis na internet como Facebook, Twitter, Instagram e, principalmente, nos aplicativos de conversa privada como WhatsApp e Telegram. Nesse contexto, o objetivo deste Dossiê, de caráter multi e interdisciplinar, é reunir artigos que abordem temas relacionados às áreas de Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas, como as seguintes questões: poder e Mídia na história contemporânea; Censura à liberdade de imprensa e limites da liberdade de expressão; Negacionismo, Democracia e liberdade de expressão; Redes Sociais e Fake News.

Mais informações: http://periodicos.unesc.net/RDSD/announcement/view/18

Revista Radiofonias

Prazo: 4 de julho de 2022 

Dossiê/Tema: Radiojornalismo e a cobertura eleitoral

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B4 2013-2016 (Qualis provisório A4)

Ementa: A poucos meses do início do período eleitoral no Brasil, pesquisadores se mobilizam em torno de investigações coletivas, como as desenvolvidas pela Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RadioJor), vinculada à Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), para monitorar a cobertura eleitoral oferecida pelo rádio, entendido como serviço público de radiodifusão.
Nesse contexto desafiador, a Radiofonias – Revista de Estudos em Mídia Sonora lança o dossiê “Radiojornalismo e a cobertura eleitoral”, incentivando submissões que proponham reflexões, estudos de caso e/ou decorram de projetos de pesquisa envolvendo questões como:

  • Conceito e medições de qualidade no radiojornalismo;
  • Equilíbrio na cobertura radiofônica sobre política;
  • A desinformação como modelo de negócios;
  • Rádio, política e linha editorial – constrangimentos organizacionais;
  • As fontes de informação no radiojornalismo em período eleitoral;
  • Novos atores no jornalismo em áudio – o papel eleitoral do podcasting, do streaming e dos aplicativos de mensagem instantânea na circulação de noticiário e comentários políticos;
  • Novos hábitos de escuta – condições para apropriação do noticiário político em mídia sonora pela audiência no contexto do rádio expandido e hipermidiático.

Mais informações: https://periodicos.ufop.br/radiofonias/announcement/view/266

Revista Passagens

Prazo: 15 de julho de 2022 

Dossiê/Tema: Comunicação, Filosofia e Cultura Queer

Titulação: Sem informações

Qualis: Sem informações

Ementa: O movimento Queer, através do audiovisual e, sobretudo, com a democratização dos canais na internet, ganhou expressão cultural e material, além de notoriedade no campo midiático e social na última década.

Diversos teóricos, artistas, militantes, formadores de opinião, bem como, coletivos ativos e engajados compõem a Cultura Queer, evidenciando os tensionamentos, contradições, relações de poder, estimulando uma ampla reflexão filosófica em torno do Ser Queer e suas práticas sociais, culturais e políticas. O Queer, enquanto cultura viva, expressa em uma ampla gama comunicacional e midiática, múltiplas formas de contestações e resistências aos padrões heteronormativos de gênero, abrindo-se a uma perspectiva de multiplicidade ontológica em devir.

Expectativas e constrangimentos sobre as performances de gênero, identidades e orientações fazem parte das relações de poder que estruturam o campo social e cultural. A insurgência dessas manifestações queer, expõe um movimento internacional e local em relação às atuais demandas e lutas da comunidade LGBTQIA+, e evidenciam diferentes formas de violências, físicas ou simbólicas, em relação aos processos afirmativos e inclusivos. Ao mesmo tempo, surgem configurações atualizadas do campo de estudo e da pesquisa como resposta e combate às imposições restritivas de gênero.

Qual seria o enquadramento contemporâneo das manifestações Queer no campo cultural, midiático, social, econômico e político? Quais processos poderiam reposicionar a cultura Queer em relação a um status pleno de liberdade e igualdade? Dentro de um jogo possível no campo das forças sociais e culturais, onde se situa o Queer, em relação ao prazer e à dor de ser o que se é, em relação à alegria e à tristeza de sua expressão, e também em relação ao convívio com as diferenças no coletivo? Como pensar hoje as multiplicidades e expressões de gênero?

Neste campo de expressões coletivas, o trabalho científico e intelectual atuam como instrumentos de produção de saber e construção de subjetividades, territórios em prol de existências livres para um devir Queer com todas as possibilidades de potencialização da vida e da alegria no processo sociocultural dentro do qual nos inserimos.

Compõem o escopo deste dossiê o acolhimento de pesquisas e trabalhos que conversem com a Cultura Queer de forma a integrar a pluralidade, para tanto, o dossiê, Comunicação, filosofia e cultura Queer, recebe contribuições da comunicação e da filosofia, e de todas as outras áreas que sejam de uma forma ou outra, penetradas pela Cultura Queer. Sem o estabelecimento de ordens e hierarquias conceituais, este dossiê divide-se em tópicos que buscam provocar e estimular o debate acerca de:

*Comunicação, Arte e estudos Queer;
*Imagens , Discursos, Narrativas e conceitos Queer;
*Filosofia Queer e suas implicações ontológicas e epistemológicas;
*Processo de minorização, afirmação da diferença e sua mediatização;
*Audiovisual, Plataformas virtuais e suas implicações de poder;
*Identidades Queer e sua produção cultural e mediática;
*Teoria Queer, discurso e poder.

Mais informações: http://periodicos.ufc.br/passagens/announcement/view/357

Sobre jornalismo – About Journalism – Sur le journalisme

Prazo: 15 de julho de 2022 

Dossiê/Tema: Estudos de Enquadramento na América Latina

Titulação: Sem informações

Qualis: B5 2013-2016 (Qualis provisório A3)

Ementa: Na arena de disputa de sentidos, políticos, organizações midiáticas, movimentos sociais,
instituições religiosas e outros atores dialogam e competem a fim de impor suas próprias
definições acerca dos problemas públicos em um determinado momento. O sucesso dos
significados públicos que conseguem se sobressair depende das estratégias discursivas
utilizadas, bem como da correlação de forças existentes em uma comunidade específica.
Nesse sentido, os Estudos sobre Enquadramento têm se consolidado, ao longo das últimas
décadas, tanto na área de comunicação, quanto nos debates sobre análise política,
estabelecendo um programa de investigação multiparadigmático (D’Angelo, 2012). Nos
últimos cinco anos, foram publicados cerca de 1000 trabalhos teóricos e empíricos sobre o
tema na América Latina. De fato, os eventos políticos, institucionais e sociais que ocorreram
recentemente na região ilustram a necessidade de abordar de maneira ampla a produção e
circulação de sentidos públicos.
De modo concreto, os enquadramentos midiáticos, os frames do discurso político ou as
marcas de significação se mostram instrumentos pertinentes para sistematizar as
características da comunicação governamental, as narrativas polarizadas das campanhas
eleitorais, a cobertura dos media sobre desigualdades de gênero, a ação coletiva dos
movimentos sociais e a ativação de enquadramentos em redes sociais digitais, bem como sua

capacidade de contornar as rotas tradicionais da informação. Em suma, trata-se de uma
abordagem analítica capaz de fornecer as ferramentas necessárias para refletir sobre as
diferentes instâncias do processo comunicacional: desde os enquadramentos dos emissores
até os esquemas interpretativos da audiência e daqueles que integram a cultura política na
qual se produzem e circulam os discursos. Com base nas pesquisas desenvolvidas na região,
esta chamada busca contribuir para o aprofundamento das contribuições teórico-empíricas
do enquadramento no campo da comunicação política.
Originado da sociologia interpretativa e da psicologia cognitiva, o enquadramento se
apresenta a partir de uma perspectiva notadamente centrada nos media, o que destaca a
importância da comunicação de massa dentro de um processo social mais amplo de
definição da realidade. De modo concreto, os frames são pacotes de recursos discursivos por
meio dos quais diferentes atores políticos, corporativos ou midiáticos oferecem uma
alternativa para definir questões de interesse público (Schuck et al., 2013); uma espécie de
tradução da informação por meio do uso de enquadramentos que servem para sugerir uma
perspectiva particular da realidade (D’Angelo, 2002; de Vreese, 2003; Entman, 1993; Matthes,
2012).
O enquadramento orienta a forma como os acontecimentos são apresentados por meio de
mensagens informativas, enfatizando ou excluindo possíveis aspectos da realidade existente
(de Vreese, 2005; Muñiz, 2015). Em resumo, o enquadramento é concebido como um
paradigma capaz de informar e enriquecer as abordagens comportamentais e críticas,
quantitativas e qualitativas; de fato, o enquadramento é um exercício de poder, pois afeta a
nossa compreensão do mundo político (Reese, 2007).
Com base em tal argumentação, esta chamada convida pesquisadores/as a enviarem artigos
sobre os diferentes enquadramentos no âmbito dos processos comunicacionais que
privilegiem abordagens oriundas da América Latina no desenvolvimento dessa teoria ou
campo de estudo. Nesse sentido, os/as autores/as são incentivados/as a refletirem sobre as
idiossincrasias que emergem de objetos “latinos” ou das dinâmicas nacionais e regionais do
subcontinente, atentando para o modo como este participa do processo de interpretação dos
dados / resultados. Também interessam à chamada, artigos que pretendam revisar o estado

da arte desse objeto na região ou mapear – ou mesmo propor – possíveis vertentes latino-
americanas da teoria do enquadramento. Partindo de tal raciocínio, são sugeridos os

seguintes eixos de contribuição:
• Estudos sobre perspectivas abrangentes de comunicação
• Construção de enquadramentos na esfera política
• Análise do tratamento informativo dos processos políticos
• Enquadramento em campanhas eleitorais
• Propostas metodológicas para o estudo dos enquadramentos políticos
• Efeitos do enquadramento sobre a opinião pública
• Processos de produção de enquadramentos de mídia em comunidades digitais
• Ativação e circulação de frames em ambientes digitais
• Enquadramentos de atores políticos em meio a disputas de significado
• Enquadramentos de ação coletiva e de movimentos sociais

Mais informações: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgzGpFztzqDsXtbNVMwrJwdGvVRhN?projector=1&messagePartId=0.3

Revista Pós-Limiar

Prazo: 31 de julho de 2022 

Dossiê/Tema: sem informações

Titulação: sem informações

Qualis: (Qualis provisório B4)

Ementa: Pós-Limiar é um periódico que tem como objetivo promover confluências e diálogos entre diversas áreas, envolvendo linguagens, mídia e artes em suas mais variadas modalidades. É espaço, portanto, para a reflexão sobre fenômenos e relações sistêmicas em teorias e práticas, que atravessam e contaminam o campo interdisciplinar.

Editado pelo Programa de Mestrado em Linguagens, Mídia e Artes (LIMIAR), do Centro de Linguagem e Comunicação, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Pós-Limiar tem periodicidade semestral e está aberta a contribuições das comunidades científicas nacional e internacional.

Mais informações: https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/pos-limiar/about/submissions

Revista ECO-PÓS

Prazo: 12 de agosto de 2022 

Dossiê/Tema: Etnografias da mídia e do digital

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B1 2013-2016 (Qualis provisório A2)

Ementa: Os estudos sobre a mídia têm uma longa tradição na América Latina e uma vasta produção no campo da comunicação. Nas últimas décadas o interesse pelos meios de comunicação e pelo universo digital a partir de outras áreas de pesquisa se expandiu, incluindo a antropologia. No entanto, ainda são escassas as investigações que focam na perspectiva dos atores – como a etnografia propõe -, seja ela sobre a produção e suas rotinas ou sobre as audiências na vida cotidiana. Por outro lado, a emergência, a proliferação e a presença constante das mídias digitais no cotidiano trouxeram outras questões que colocam novos desafios para a pesquisa etnográfica. Se no início dos estudos sobre a Internet era recorrente a distinção entre o “virtual” e o “real”, essa separação foi se desfazendo e as perguntas sobre o que as pessoas de fato fazem com e nas mídias sociais emergiram e também levantaram novas questões sobre o “estar lá” da etnografia. Ela oferece formas distintas de estudar os meios de comunicação e entender as experiências e as relações dos indivíduos com a mídia na era digital. Sabemos que as práticas midiáticas estão profundamente enraizadas no tecido social e na vida cotidiana. Nesse contexto, o debate sobre as contribuições que a etnografia pode trazer para os estudos das mídias de comunicação e das redes sociais é muito relevante. Embora os meios tecnológicos e suas infraestruturas tenham alcance global, é necessário compreender os consumidores ou usuários através do filtro da experiência local. Para este número da Revista Eco-Pós são bem-vindos artigos, resenhas e entrevistas que explorem os principais debates em torno da etnografia da mídia e do digital. A partir de uma perspectiva etnográfica como recurso teórico-metodológico, interessam os trabalhos que analisem as mídias em seu aspecto relacional, que considerem os pontos de vista e a lógica dos atores sociais nela envolvidos e também artigos que reflitam sobre o conceito de etnografia e o fazer etnográfico. Portanto, a proposta deste dossiê é reunir artigos que discutam as relações entre a antropologia e a comunicação se detendo nas especificidades de cada uma das áreas, assim como etnografias que problematizem ou não a presença do pesquisador no campo comunicacional e os seus modos de “estar lá”.

Assim, a proposta deste dossiê é receber artigos que abordem os seguintes temas:

  • Estudos sobre a produção de jornais, de programas de rádio, de televisão, sites e páginas da internet que sejam resultado de pesquisas etnográficas.
  • Etnografias de recepção e as diversas metodologias utilizadas – quantitativas e qualitativas – e suas particularidades.
  • Investigações sobre as mídias alternativas e o seu papel político e social no contexto da globalização.
  • Etnografias do e sobre o digital: plataformas, conteúdos, usuários e seus respectivos campos.
  • Pesquisas que tenham a imprensa como tema: os repórteres, os editores e os leitores como seus “nativos”.

Mais informações: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/announcement/view/333

Revista ECO-PÓS

Prazo: 12 de agosto de 2022 

Dossiê/Tema: Etnografias da mídia e do digital

Titulação: Todas as titulações em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B1 2013-2016 (Qualis provisório A2)

Ementa: Os estudos sobre a mídia têm uma longa tradição na América Latina e uma vasta produção no campo da comunicação. Nas últimas décadas o interesse pelos meios de comunicação e pelo universo digital a partir de outras áreas de pesquisa se expandiu, incluindo a antropologia. No entanto, ainda são escassas as investigações que focam na perspectiva dos atores – como a etnografia propõe -, seja ela sobre a produção e suas rotinas ou sobre as audiências na vida cotidiana. Por outro lado, a emergência, a proliferação e a presença constante das mídias digitais no cotidiano trouxeram outras questões que colocam novos desafios para a pesquisa etnográfica. Se no início dos estudos sobre a Internet era recorrente a distinção entre o “virtual” e o “real”, essa separação foi se desfazendo e as perguntas sobre o que as pessoas de fato fazem com e nas mídias sociais emergiram e também levantaram novas questões sobre o “estar lá” da etnografia. Ela oferece formas distintas de estudar os meios de comunicação e entender as experiências e as relações dos indivíduos com a mídia na era digital. Sabemos que as práticas midiáticas estão profundamente enraizadas no tecido social e na vida cotidiana. Nesse contexto, o debate sobre as contribuições que a etnografia pode trazer para os estudos das mídias de comunicação e das redes sociais é muito relevante. Embora os meios tecnológicos e suas infraestruturas tenham alcance global, é necessário compreender os consumidores ou usuários através do filtro da experiência local. Para este número da Revista Eco-Pós são bem-vindos artigos, resenhas e entrevistas que explorem os principais debates em torno da etnografia da mídia e do digital. A partir de uma perspectiva etnográfica como recurso teórico-metodológico, interessam os trabalhos que analisem as mídias em seu aspecto relacional, que considerem os pontos de vista e a lógica dos atores sociais nela envolvidos e também artigos que reflitam sobre o conceito de etnografia e o fazer etnográfico. Portanto, a proposta deste dossiê é reunir artigos que discutam as relações entre a antropologia e a comunicação se detendo nas especificidades de cada uma das áreas, assim como etnografias que problematizem ou não a presença do pesquisador no campo comunicacional e os seus modos de “estar lá”.

Assim, a proposta deste dossiê é receber artigos que abordem os seguintes temas:

  • Estudos sobre a produção de jornais, de programas de rádio, de televisão, sites e páginas da internet que sejam resultado de pesquisas etnográficas.
  • Etnografias de recepção e as diversas metodologias utilizadas – quantitativas e qualitativas – e suas particularidades.
  • Investigações sobre as mídias alternativas e o seu papel político e social no contexto da globalização.
  • Etnografias do e sobre o digital: plataformas, conteúdos, usuários e seus respectivos campos.
  • Pesquisas que tenham a imprensa como tema: os repórteres, os editores e os leitores como seus “nativos”.

Mais informações: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/announcement/view/333

Revista Esferas

Prazo: 31 de agosto de 2022 

Dossiê/Tema: Comunicação e estudos biográficos

Titulação: mestrando(a)s em coautoria com doutore(a)s

Qualis: B2 2013-2016 (Qualis provisório B1)

Ementa: A Comunicação é uma das áreas que podem oferecer grande contribuição aos estudos das biografias e autobiografias. Seus pontos de contato com outras áreas, sua complexidade, proximidade com outros discursos e articulações narrativas lhe dão essa condição privilegiada. Neste sentido, essa chamada visa congregar os profissionais da Comunicação e de outras áreas que pesquisam (auto)biografias, memórias, histórias de vida, perfis biográficos, e visa ampliar o diálogo com especialistas nacionais e internacionais; desenvolver a interdisciplinaridade no campo comunicacional; estimular a divulgação e a informação sobre a pesquisa (auto)biográfica na área de Comunicação; promover a crítica e o pluralismo teórico e metodológico em suas diferentes produções. Além disso, nos interessam as seguintes abordagens:

  • A pesquisa (auto)biográfica em Comunicação;
  • O papel do jornalista na construção de biografias;
  • Rituais de construção da imagem; protocolos de aparições culturais;
  • Poética da biografia; estéticas da memória;
  • A escrita biográfica; vida vivida versus vida contada;
  • Crítica biográfica e comunicação;
  • O problema da ficção e da realidade em biografias;
  • Biografias sobre personagens ficcionais;
  • Mídias digitais e autobiografias;
  • Cinebiografias, séries e documentários biográficos;
  • Perfis biográficos de jornalistas, publicitários, fotógrafos e cineastas;
  • Biografias de pessoas públicas e celebridades;
  • Estudos de teóricos de biografias;
  • Histórias de vida e comunicação;
  • Redes sociais, mídias e narrativas de si;
  • Trajetos pessoais e experiências biográficas;
  • Pesquisas em arquivos pessoais e públicos;
  • Encontros entre biografias, jornalismo, História e Literatura;
  • Estudos da biografia em suas dimensões discursivas;
  • Estudos entre biografia e análises da narrativa e/ou narratologia;
  • Bioficções, biocríticas e biografias literárias;
  • As biografias autorizadas e as não autorizadas;
  • Definições e gêneros: os paradigmas heroico, hagiográfico e romântico-histórico;
  • O ângulo dos críticos;
  • A dialógica ficção/não-ficção, indivíduo/grupo, comunicação/informação, literatura/história, subjetividade/objetividade, continuidade/descontinuidade nas biografias;
  • Prestígio e desprestígio da biografia;
  • O mercado das biografias.

Mais informações: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/announcement/view/80

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